Nesses momentos de distração, creio eu que não exista nada melhor que achar coisas interessantes. Coisas interessantes de ver, ler, ficar boba. Meu achado de maio poderia ter sido uma receita, uma música ou quem sabe um canal do YouTube… Mas na verdade foi um Blog, que apareceu do nada mas já deixou claro que veio para ficar.

Cada texto dá um gostinho de “quero-mais”, “preciso de mais”, “onde se acha mais?”…

Leio e recomendo o Entenda os Homens para quem gosta de uma leitura diferenciada, fora dos padrões. Ele instiga o pensamento, faz as mulheres verem o mundo de outro ponto de vista e tem escritores realmente bons. De resto, deixo para vocês darem uma olhadinha pessoalmente.

Cito aqui um texto do Frederico Elboni que relata o que eu também sinto nesse exato momento:

ESTADO DE ESPÍRITO: SEI LÁ

“Estou feliz, calmo e vazio. Me ocupo lavando colheres de madeira com resquícios de inovações culinárias, caminhadas esporádicas pelo parque no fim de tarde e livros até tempos atrás empoeirados por baixo do meu cotidiano repleto de mais do mesmo. Coloco músicas e escuto-as como se conversassem comigo, abraço a minha presença nos espelhos de casa e até arrisco sorrir com filmes que nunca veria se o fim não fosse daquele jeito. Não o fim do filme, claro.

Quando falo em vazio algumas pessoas questionam-se como se ele fosse um semelhante à solidão, mas não, eu chamo esse vazio de uma construção necessária. É como se fosse um estagiário, e o seu chefe durante essa semana, fosse o tempo, o destino e a crença apaziguante na existência deles.

Então digamos que se existisse um estado de espírito denominado sei lá, ali eu estaria. Entre o sei e o lá. Mais para o lá, do que para o sei. Até porque eu nem quero saber, eu só quero ficar lá. Pelo menos por agora. Lá onde caminho em busca de cinemas pedintes de casacos, pipocas misturadas e pessoas sentadas em poltronas sozinhas. Lá onde, volta e meia, sinto uma vontade de um carinho e um beijo com gosto de comida quase pronta, mas conscientizo-me ser uma fase. Lá onde eu sossego, evito satisfações e beijo as belezas frias que caminham rente a mim durante a rua. Lá onde o disparar feliz sou eu.

E hoje fico assim: com gosto de sei, mas sentimento de lá. “

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