Fim de ano chegou e com ele seu famoso clichê sobre o tempo que passou rápido. É inevitável, eu sei. Penso na minha vida que mudou radicalmente nesses últimos meses e com isso lembro de tudo o que aconteceu comigo na minha vida inteira.

Quando eu tinha seis anos troquei de cidade e voltei quase 2 anos depois. Voltei sabendo ler e muitos coleguinhas me ignoravam por isso. Durou anos e demorou até me aceitarem. Me acostumei a ficar sozinha, estudar, ler bastante e tentar não ser assim como foram comigo. Também comecei a ter mais amigos homens do que mulheres, de sair para festas para me divertir e nao para chamar atenção e principalmente gostar de quem por meio da conversa me convencia de que não era só mais um desses modelos ocos de pessoa que só gostam de exibir uma casca bonita.

Claro que dei minhas derrapadas, mas com elas caiu a ficha de que não posso mudar a mentalidade das pessoas, são elas que tem que perceber e arcar com seus erros. Aprendi também que eu não posso exigir respostas para tudo, as vezes as coisas simplesmente são assim e não têm uma explicação plausível.

Então, criei o blog. Não lembro mais do dia, mas isso também não importa. Só compartilhava os posts no Twitter e ninguém lia… Como era libertador! Mudei em fevereiro para o WordPress e esse foi outro passo “divisor de águas”. Várias pessoas começaram a ler, interagir e me fazer crer que essa geração não está tão perdida quanto parece. Me sinto em casa nesse mundo que é a ‘blogosfera’.

Aquela Bruna de antes, simples, engraçada, desregrada, não vaidosa, menina, está dando lugar a uma outra Bruna, mais adulta e ciente das coisas. O que seria do mundo se as pessoas nao resolvessem melhorar? O que seria de nós sem o tempo?

Mafalda já nos dava o recado, que sejamos capazes de entende-lo. Nós precisamos e o mundo também!

MAFALDA ano novo

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