E assim como o ano, nós acabamos. Viramos uma lenda encantada como várias outras, entramos no patamar da indiferença. No fundo eu não sinto, mas quando chegar a hora do aperto, eu vou relembrar e vai ser estranho. O que era, não é mais…

Palmas para o incrível destino que insiste em unir o inesperado e separar o que deveria ser eterno. Palmas para nosso orgulho e intolerância. Um viva para nossos erros.

Aquele conto de fadas que nunca nem pareceu em nada com isso acabou. Mesmo gostando de “era uma vez”, também gosto de “viveram felizes para sempre”. Gosto de fatos concretos acima de tudo, não somente histórias que nem fazem mais o tal boi dormir.

Não quero viver de promessas vagas, quero pertencer a mim e me amar, nem que seja sozinha. Claro que ainda terá um espaço para você, mas enquanto isso não acontece, eu fico aqui, você aí e reticências no meio. Longe ou perto, finito. Aqui ou ali, verdadeiro.

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