Gosto das cores, das flores, das estrelas, do verde das árvores, gosto de observar. A beleza da vida se esconde por ali, e por mais uma infinidade de lugares, basta saber, e principalmente, basta querer enxergar.

Clarice Lispector

Cores me lembram poesia… uma daquelas bem inspiradas, fluídas, que tragam aquele gostinho de quero mais. Ver a beleza das coisas é um dom reservado para todos, mas poucos prestam atenção. Claro que minha dica estava bem óbvia, o colorido é o nosso tema. Um detalhe que eu havia omitido na última postagem é o fato de que este mês, a Ovelha Negra sou eu. Se as cores com seu lado divertido são o tema correto, o meu ponto de vista contrário será “as cores que eu não posso mostrar” em escala de cinza.

Nesse clima de achar tesouros coloridos e saber que eu não poderei mostrar como eles são, me lembrei do meu avô que ficou cego por causa de uma falha cirúrgica. Ele, que antes adorava prestar atenção nas coisas e enxergar tudo, teve que se acostumar com a realidade de ter que imaginar a cena por meio de tudo que diziam. Era sempre tão bom poder me sentar ao lado dele e contar como tudo estava bonito e colorido… ele sabia que essa era minha forma de fazer ele “rever” o mundo. Entre um pôr-do-sol e os encantos da Páscoa, a falta de cores já se torna um fato a ser considerado, como tudo muda.

DSCN0441

O dia estava apressado, todos caminhando rápido para fugir do frio e uma pausa para admirar o céu que estava em uma tonalidade deslumbrante. Laranja, amarelo, rosado… esforços não eram suficientes para captarem todas as cores. Por outro lado, há momentos que não necessitam de cor para revelar o amor, carinho, sinceridade e felicidade da cena. São momentos tão reais em que tudo transparece… desde um sorriso até demonstração de carinho fraterna.

DSCN0008

DSCN0477

Pensando novamente no meu avô, lembro da última vez que ele pediu sobre que cor ficavam as árvores do inverno alemão. Eu respondi: “muitas mantém sua cor e não perdem folhas, mas algumas ganham folhas brancas de faz-de-conta”. Ele riu bastante e pediu se o faz-de-conta era neve, e era mesmo. Branca como a cor que a maioria das noivas querem em seu vestido, céu azul como se nenhuma nuvem precisasse se aproveitar do seu momento. Dias lindos de sol que não são quentes o suficiente para desfazer toda a magia.

DSCN0112

Isso é tudo… Espero que as fotos tenham ficado boas o suficiente para a nossa “brincadeira”, foram pensadas e tiradas em momentos super especiais desse último mês e cada uma tem seu significado especial para mim. Espero sua presença no próximo post… caso não tenha visto mais nenhum outro, só dar uma olhadinha na categoria e nas tags.

Mapa ?

Desde o último post, a Milca saiu do projeto e nós estamos a procura de uma substituta ou um substituto. Porém, nesse meio tempo o que mais tivemos foi insucesso na hora de alguém topar. Deixo aqui a minha ideia: quem tiver vontade de entrar no nosso grupo, deixe um recadinho pra mim (ou para uma das outras integrantes) dizendo o porque de sentir vontade de participar. Vamos fazer uma votação interna para decidir caso mais que uma pessoa resolva participar da nossa empreitada. Para quem quiser dar uma olhada no blog e no projeto das outras, aí vão os devidos links:

Lívia Matos, Murtosa – Portugal
O faz de conta da Liv

Isabella Nascimento, Bom Jesus da Serra – Brasil
12 sonhos

Malu Portela, Rio de Janeiro – Brasil
Autorretrato

Por fim, a dica do próximo tema é:

O prazer de estar bem não se resume a um instante de calmaria, mas a certeza de sossego a vida.
Ricardo Davis Duarte

Anúncios