Um pouco de Veneza #1

Desde pequena, quando me contavam que existia a Europa e que de lá vinham parentes meus, eu ficava boba. Como assim que poderiam existir países que nao eram o Brasil? Como assim teria um Oceano no meio? Era tudo muito confuso para a minha cabeça. Quando comecei a ir na escola, vi que tudo isso era possível.

Sempre tive vontade de conhecer a Alemanha (heimatland dos meus bisavós e trisavós) e a Itália (de onde vieram as famílias de 2 tios meus). Em 2011 tive a oportunidade de conhecer a Alemanha, foi uma experiência incrível! Tudo era novidade e eu fiquei encantada, por esse motivo que acabei voltando e me “fixando” aqui. Mas Itália sempre quis ir e fui quando surgiu a oportunidade. No final de fevereiro uma amiga me contou de uma promoção com precinho Au-Pair (baratíssimo) para irmos para Veneza. Logo que fiquei sabendo comentei com minha mãe e ela sentiu super vontade de ir. No fim, fomos nós todas e o Luís (colaborador do blog).

Embarcamos em Ulm com a Ikarus Tour em uma sexta-feira de noite (06.03.15) e chegamos lá no dia seguinte. Para o início da primavera, disseram que seria super frio, mas o dia estava incrível… 15°C, sol e todo aquele charme encantador!

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Chegando na Itália, a primeira coisa que eu pensei foi “porque aqui é tudo pontudo?”. Verdade, as árvores pareciam espadas e a paisagem era muito diferente do que eu havia imaginado… Mas quanto mais perto chegávamos, mais bonito tudo ficava.

Veneza é longe do que eu imaginei também. Todos falavam que é um lugar maravilhoso, tem um clima super romântico… tem, mas ao mesmo tempo é uma cidade danificada. As construções estão abaladas pela idade, está tudo cheio de limo, quando está quente demais, fede… É uma beleza antiga, em reparação, porém é uma jóia que merece muita atenção.

Dá tranquilo para conhecer tudo em um dia só. Como é um destino clichê, pessoas vão lá não importa que dia da semana é. Casais andam de gôndola, amigos se encontram em praças para tomar vinho, vendedores tiram seu lucro com os turistas… mas é nostálgico ao mesmo tempo. Você percebe realmente como o mundo pende do cultural ao desinteressante, do velho para novo, do luxo para a degradação.

Quando chegamos em uma estação de trem, logo fomos avisados do ponto de encontro e a estação que deveríamos desembarcar: Stazione di Venezia Santa Lucia. Como em Veneza nenhum carro pode circular, o transporte funciona por meio de barcos ou gôndolas. É bom se programar, pois se perde um bom tempo esperando na fila.

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Nós fomos caminhando e no meio do caminho encontramos lugares super bacanas. Vale a pena ir caminhndo, você entra em vielas e conhece o que é a real Veneza. Foi nessas vielas em que encontramos um restaurante ma-ra-vi-lho-so, vale muito a pena procurar!

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Para mim foi algo super interessante… consegui soltar o pouco do italiano que eu sei, fazer algumas perguntas em inglês, comprar uma máscara linda (preta com dourado) para colocar na minha estante… fora fazer turismo em si! Algo único. Como no título tem um #1, em algum outro post continua… Até lá!

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12 pensamentos

  1. Lindas as fotos! Nunca fui a Veneza, mas me identifiquei com alguns dos seus estranhamentos. Sempre passo por isso quando viajo a um lugar diferente. A proposito, o novo layout do blog está bem legal, mas o reconheci 😛 Beijos.

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    1. Sempre penso nisso quando visito uma cidade que se sustenta a base do turismo, as pessoas não vivem tão bem como muitos pensam! A cidade é muito bonita para quem gosta de arte e arquitetura, fora os “espelhos” que a água proporciona que merecem um elogio extra.
      Beijo!

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  2. Veneza é um lugar que mora nos meus sonhos, (tenho tantos lugares no mundo que quero conhecer), e nos da minha mãe! Acho que mais nos da minha mãe do que nos meus hahaaha… Amei as fotos, amei conhecer um pouquinho mais! Beijosbeijos.

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    1. Veneza era sempre o lugar que eu dizia que queria conhecer, mas nunca como o primeiro plano. Sempre achei clichê demais, mas como o destino faz questão de embaralhar os planos, foi lá que eu fui primeiro em terras italianas. É lindo, se sua mãe tiver como, dê um jeitinho de ela vir (eu levei a minha junto quando fui e foi mágico pra ela).
      Obrigada pelo carinho Fabi!
      Beijos 🙂

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    1. Gosto de escrever comentando apenas o que eu achei e vivi, não ganho para precisar fazer marketing para nenhuma empresa. A cidade é linda apesar de ser antiga, vale a pena “se perder” lá… Obrigada pela visita Francys! Beijo.

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    1. Não sei como existem pessoas que conseguem viver naquela cidade, sempre rodeados de turistas e sem silêncio em suas casas. Mas compensa abrir a janela e ver o reflexo de tudo na água… É extremamente dual.
      Obrigada pelo comentário Mia!

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