Bom, bom

Rádio ligado e a música soava naquela recinto. Havia um alguém que olhava para suas mãos e eu já sabia que ele estava relembrando o passado. Passado não, momentos – aqueles que ele ainda conseguia escutar a música que tocava na rádio e não tinha pensamentos em outro alguém.

Sei que ele relembrava as coisas simples que fazia antes e que agora perderam o sentido. Como as vezes em que aquela voz fazia questão de dizer que queria passar a noite ao seu lado, ter o rosto junto ao seu, pegar sua mão… Ahhh, essas lembranças!

E a música que eu comentei? Ele viu que cada frase fazia sentido para o que a vida tinha se tornado. Antes eram tão livres como aqueles pássaros que voavam livres pelo ar e hoje o destino os fez assim.

E quando a música chega ao final, sei que aquele alguém deveria repetir “Toda vez que a noite cai eu me lembro de você”. Bom, bom. Eu sei.

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