Para ser lembrança, das boas

Entre um barulho e outro, saía do rádio uma propaganda: “você deve ser visto para ser lembrado”.

E ela estava lá, estática pensando nos seus “porquês”. Por que é preciso ser sempre vista? Será que a velha história do que os olhos não veem o coração não sente?

Nesse mundo em que todos gostam de aparecer, será que virou um erro tentar ser privado? Será que é feio ser discreto? É um crime viver fora do status onde todos querem chegar?

Quando algumas pessoas vivem nas beiras, sempre observam demais o que acontece com os outros. Não que isso seja errado, mas dá para levar a prática alheia como teoria para a própria vida. Enquanto alguns relacionamentos passam procurando algum tipo de reafirmação, qual o mal de estar sozinha?

Foi vivendo assim que ela via o que acontecia nas multidões. Chegava alguém, tomava sutilmente espaço e o resto corria como cena de filme romântico. Um vinha com o olhar que não desviava e a boca do outro resolvia deixar mistérios para serem descobertos. Um rirá quando o outro rir e olhará bobo quando o outro dizer algo que não deveria.

Pode até aparecer utopia, mas ainda existem aqueles que torcem para que isso aconteça, seja real…

Que eles não deixem de acreditar!

Eu sou assim, espero que você que está lendo… também.

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