Era eu, uma menina solitária que queria amigos. Era eu, aquela que desistiu de tentar somente agradar quem não merecia e se jogou no mundo dos livros. Era eu, gostando de coisas que todos consideravam entediantes. Era eu também, que queria passar por aquela fase e ser “grande”.

Queria ser maior para não precisar me importar com o que achavam de mim, queria ser maior para que ninguém olhasse para mim e sentisse pena por eu ser gordinha, queria ser maior para poder me sentir mais mulher sem que recebesse comentários de “nossa como você é nova para usar delineador”.

Era eu, mas poderia ser qualquer menina nesse mundão afora. Nenhuma criança quer ser criança mais, mas uma hora você cresce e pensa: porque eu quis tanto virar adulto?

Acho que todos que já tiveram que sair de casa já pensaram milhares de vezes nisso. É tão mágico entrar em casa e ver tudo arrumado, limpo, roupas em perfeito estado, flores lindas no jardim, porém nada daquele clima “casa de mãe” se fez sozinho… As flores não se regam por conta, o jardim vira mato em questão de meses, a casa não se torna habitável sem muito esforço.

Morar sozinho ou ter todas as funções de limpeza e organização para si mesmo é algo que merece atenção constante. Se você não arruma, ninguém arruma. Ninguém virá falar “hey, faça suas coisas que assim está feio”…

Você terá que descobrir a hora de acordar, cozinhar, se arrumar e sair.

Chegará um momento que tomar banhos rápidos e sair desligando as luzes será algo automático. Fazer contas, planejamentos e ainda ter vida social? Quase impossível. E conciliar estudos, trabalho e lazer? Nem se fale. RESPONSABILIDADE é quase sinônimo de ser “gente grande”.

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