Não teve sol.

Temperatura amena em Porto Alegre.

Era de manhã e eu não conseguia dormir devido a dores de garganta,

Mas o remédio começara a fazer efeito e o sono vinha aos poucos.

Antes de cair novamente na cama

Abro a janela do meu quarto – algo que raramente faço.

Admiro demais este céu calmo.

Me arrependo de acordar tarde todos os dias.

O sol que, ausente, não cegou meus olhos

Fez eu conseguir apreciar o voo dos pássaros sem forçar meus olhos claros.

Meus pensamentos variavam entre a limitada paisagem da minha janela

E os sentimentos que estavam há quilômetros de distância.

Pensei no meu futuro também,

E nas pessoas que farão parte dele.

Queria poder acordar mais vezes assim.

Não com dor de garganta,

Mas para ver esse céu sem sol escaldante

E ouvir o cantar tranquilo das aves,

Sem contar ainda a visão das poucas pessoas que passam pela rua,

Deixando o silêncio tomar conta e me permitindo sentir a inspiração.

Vou guardar esse momento na memória,

Esse momento que me fez ter outras lembranças

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