Certas considerações a respeito de refugiados de guerra

Para todos que acompanham os noticiários e viram um pouco sobre o assunto “refugiados” na Europa, já sabem o que essa bola de neve está se tornando: uma avalanche. Avalanche que pode destruir toda uma organização de um povo tão lindo e que realmente não merece essas coisas (como também nenhum outro).

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Fonte: web.de

Questão n° 1: Como os refugiados não conseguem se acostumar que aqui é um país diferente?

Quando se vem a um país você precisa se adaptar. Adaptação é a palavra chave por aqui. Cultura, alimentação, modos, educação… não adianta  vir e achar que está na terra natal ainda.

No Brasil as pessoas são acostumadas a contato físico e conversas detalhadas, mas nem em todos os países é igual. Se nós não nos “frearmos” um pouco, nunca seremos bem aceitos. Eles precisam nos aceitar do jeito que somos, mas antes precisamos aceitar que longe de casa as coisas também são diferentes.

Muitos desses refugiados vem até aqui com religiões com regras extremas e ao invés de eles guardarem esse extremismo para eles, não, eles começam a reclamar que os próprios alemães estão errados. Mas como assim? Não faz sentido. Eles vem aqui para fugir de guerras causadas por extremismo e querem que a população daqui, acostumada a outra coisa, aceite que eles estão corretos por maltratar outras pessoas sem motivação nenhuma? Ainda reclamam quando são contrariados…

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Fonte: AFP PHOTO / ARIS MESSINIS spiegel.de

Outra coisa: Muitos que vem nem estão em perigo realmente. Vem pois essa é a única chance de sair da sua terrinha e conseguir ganhar muitas coisas de graça em países muito mais desenvolvidos do que daqueles dos quais vieram. Somente as pessoas com condições financeiras boas conseguem fazer essa travessia perigosa, aqueles que nao tem onde cair mortos e estão realmente sofrendo com medo só sonham com o fato de viver em segurança. Obviamente seria mais fácil eles se mudarem para países onde a segurança é maior e a língua materna é igual, mas né…

Questão n°2: Discotecas em determinadas cidades não deixam mais refugiados entrarem pois qualquer gesto feminino é considerado como apelo sexual.

Em vários países extremistas as mulheres não tem direito algum, são tratadas como lixo. Precisam andar metros atrás dos maridos, tampar o corpo inteiro com lenços e panos, não podem olhar outras pessoas nos olhos, devem manter a cabeça abaixada e se por acaso olharem um homem alheio elas merecem tapas em público. Violência é algo que não é aceito por aqui, mas certos refugiados continuam esses costumes como se ainda estivessem no país de que vieram. E o pior: acham que toda mulher MERECE ser tratada da mesma forma.

O que acontece? Estupro.

Eles vão em clubes e festas, encontram mulheres que de forma ou outra pareçam interessadas e depois abusam delas sexualmente. Para eles, só um beijo na boca já é um convite aberto a sexo, com consentimento ou não. Um olhar também é o suficiente. Que mundo é esse onde uma mulher não pode olhar um homem em paz sem ter medo?

A quantidade de homens que vem a mais em comparação com mulheres é exorbitante. Eles vem, tentam conseguir garantir um alojamento e depois mandam as mulheres vir com as crianças. Óbvio que eles nao vao esperar as esposas virem para poderem se aventurar com mulheres…

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Praca da Vitória em Atenas Fonte: http://www.dw.com

Questão n° 3: Estão acabando com o turismo de Istambul e várias outras ilhas gregas

Ilhas gregas recebem comboios de milhares de refugiados diariamente. Em Atenas, muitas pessoas dormem nas principais praças públicas famosas e nenhum turista querendo sossego consegue “turistar” normalmente nessa cidade mais. Sabe aquele medo de pessoas roubarem a sua bolsa ou ficarem o tempo inteiro mendigando dinheiro para comprarem algo? Os turistas estão fugindo disso. Ninguém em sã consciência tem vontade de passar suas férias de descanso em um lugar com tanta tensão assim.

Questão n° 4: Dizem que não tem nada, mas se vestem melhores que alemães e até crianças carregam Smartphones

Quando eu vou até uma cidade maior eu juro que me assusto com a forma que esses refugiados tem roupas tao lindas e ainda tem a audácia de reclamar. Nao sei se eles trazem essas roupas ou tem realmente tanto dinheiro para comprar (ou se isso tudo é doação), mas é difícil eu ver homens e mulheres sem alguma coisa de marca. Nem eu tenho dinheiro para comprar tanta coisa e eles chegam aqui e ganham (?!) tudo.

smartphones srf.ch
Fonte: http://www.srf.ch

Eu tenho um HTC que eu considero muito bacana pra mim, mas já vi muuuuuitos com os iPhones da última geração. Se eles fossem ter tanto dinheiro para vir até aqui e ainda conseguir salvar os celulares, alguma coisa está errada nessa história. Não me venham dizer que isso é o mínimo que eles podem ter para se comunicar, pois para ter WiFi e conseguir acessar WhatsApp, Skype e afins pode ser usado um celular com bem menos tecnologia. As meninas refugiadas que são minhas vizinhas ficam penduradas no telefone tirando selfies e falando alto no telefone (dando risadinhas) toda a vez que eu passo na frente do alojamento delas, TODA vez. Isso se elas não estão batendo perna na rua, falando alto no idioma delas e tirando selfies tudo ao mesmo tempo.

Depois de todas essas considerações só queria dizer que agora as fronteiras estão fechadas. Quero ver se um dia eu terei a capacidade de entender tudo isso e se eu vou estar viva ainda até que toda essa situação caótica de guerra se acabe por completo…

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7 pensamentos

  1. Acho muito difícil opinar sobre tudo isso, inclusive porque eu não estou perto. Num primeiro momento, minha reação óbvia foi de torcer pelo acolhimento, para que as pessoas que fogem dessas guerras pudessem ser recebidas e encontrassem boas oportunidades de recomeçar a vida. É até interessante pensar nisso quando sabemos que, aqui no Brasil, muitos de nós não encontram essas boas oportunidades que eu tanto desejei a esses refugiados. Nosso mundo é louco. Enfim…
    Depois de algum tempo, comecei a ver – mas não me aprofundei nisso – algumas opiniões de quem já achava que, passado o primeiro momento, havia imigrantes extrapolando limites. E digo isso para além do assédio, que acredito ter sido a questão que ganhou maior destaque. Vi outros questionamentos de quem acredita que a maioria escolheu países dos quais poderia “tirar proveito”… e não soube opinar. Não sei, minha empatia ainda não está desenvolvida a ponto de eu criar uma visão estando tão distante e ainda não tão informada sobre tudo…
    Uma coisa é fato, gostaria muuuuuito que as guerras chegassem ao fim.

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    1. Mandar que cada povo fique em seu próprio país nao dá, pois assim limitaríamos muito essa troca de culturas que é tao linda no dia-a-dia. O problema é a falta de respeito e de vergonha na cara para aceitar ajuda. Tem muuuuitos refugiados que vandalizam o patrimônio público, nao aceitam as roupas doadas, se recusam a morar em cidades pequenas (mesmo sabendo que eles literalmente nem tem onde caírem mortos) e reclamam que sao mal recebidos aqui. Uma pessoa normal trabalha o dia inteiro para garantir o aluguel, comida, roupas, gasolina pro carro, seguros, etc e um refugiado desses ganha tudo de graça e ainda por cima apoio financeiro do governo. Que pessoa em sã consciência iria aceitar isso tudo na boa? Muitos estrapolam e ganham mais chances de alguém que nasceu aqui. Eu como estrangeira luto muito para ter o direito de ficar aqui ano após ano, eles ao contrário ganham anos de visto automaticamente…
      Eu nao simpatizo mais com nenhum, aceito somente pois sei que nao são todos que são assim, como também em várias outras situações que a generalização toma conta.
      Talvez um dia viveremos para ver a paz Lari!

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      1. Entendi melhor toda a questão agora, com essa sua resposta. É bastante complicado, né?! Fico feliz pelo fato de você conseguir, apesar de todos os motivos que apresentou, acreditar que não são todos assim. Faz bem deixar essa leveza dentro da gente.
        No mais, espero que você consiga ficar o tempo que desejar. Boa sorte ❤

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  2. Adorei o texto, muito, muito importante mesmo! Adoro quando vejo postagens nesse estilo, bem “jornalísticas”, mas ao mesmo tempo bem reais!
    Não consigo acompanhar os jornais, por isso fico sabendo de tudo bem “por cima”. Gostei muito de entender um pouco mais sobre tudo o que está ocorrendo.
    Na minha opinião, tudo isso precisa ser melhor organizado, para que os interesses conflitantes se atenuassem, pois a situação dos refugiados, e daqueles que continuam na guerra, é muito séria, e merece atenção e, principalmente, ação!
    Parabéns pelo texto!
    Xero

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    1. Acho legal expor as coisas sempre com os dois lados da situação Mari. Nem tudo que é ruim, é totalmente ruim e isso vale para o lado positivo também… Nem tudo são sempre flores.
      Essa é uma situação tão complexa que pode estar rendendo o mandato da Chanceler Alemã, o crescimento de partidos anti-refugiados/estrangeiros e muitas outras coisas. Se fosse tao fácil, acho que já teriam achado uma solução adequada :/
      E o mais complicado é que tem tanto problema justamente para contrapor a coisa bonita que é dar um lar para quem mais precisa… triste mas a realidade!
      Obrigada pelo comentário minha flor!
      Küsschen ❤

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    1. As vezes eu acho que quem não vive por aqui, acaba não vendo os fatos da forma correta. Eu já vi muitos exemplos de refugiados que vieram por que realmente não tinham uma vida boa lá, mas também vi muito mais de gente que só quer se aproveitar da boa vontade dos que moram aqui. Esse assunto já deu MUITO problema político aqui, tanto que pode até causar o afastamento da chanceler Merkel 😦
      Vou tentar escrever mais sobre esse tipo de realidade, valeu pela dica Vera!
      Beijinhos

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