Antes de mais nada preciso confessar que eu (Lisandra) tenho um sistema imunológico um tanto fraco, ainda mais agora que emagreci nas férias sem dieta (e vou voltar a engordar porque faculdade dá fome!). Decidi tratar de um assunto um tanto polêmico: a saúde pública e a particular. Contarei minhas experiências ao longo de minha vida e darei um enfoque nas minhas visitas a postos de saúdes, UPA’s (Unidade de Pronto Atendimento) e hospitais, agora que estou com um problema de saúde. Meu quadro atual pode ser sério, pode não ser.

Tudo iniciou na quinta-feira passada (17/03/16), quando eu almoçava em frente ao computador (não, não é um bom hábito, não façam isso). Sentada na cadeira comecei a sentir umas dores, que iam da parte superior das costas, passando pela parte de trás do pescoço, até a nuca. Tomei um Dorflex e, mais tarde, um Torcilax. Pasmem: não fizeram nem cócegas, efeito “zero”. Ainda na quinta quase tive que faltar a aula, mas fui devido a apresentação marcada de um trabalho. Na sexta-feira (18), mais remédios e nada de efeito. Meu mindinho do pé esquerdo começava a ficar dormente. Como espírita que sou, fui sábado (19) pela manhã na farmácia do Allan Kardec, em Porto Alegre-RS. Já sentia no ar os remédios terrenos fortes não fazendo efeito, fui logo pedir uma ajuda superior. Os irmãos de luz recomendaram-me alguns remédios e ainda escreveram atrás da receita “Jesus te Ilumine. Ore. Paz”. O tratamento com esses remédios é pra 20 dias. Continuando no sábado, as dores não passavam, na verdade, a cada dia ela só piorava: toda a musculatura do rosto agora estava doendo, a metade das costas até a cabeça toda. Dores musculares horríveis que não aliviavam com nada, nem com antiinflamatório. Meus pais não aguentaram me ver daquele jeito e me conduziram até o posto da cidade de Eldorado, posto muito bom, por sinal. Lá, o simpático médico me examinou e constatou as minhas dores apenas como uma cefaleia. Disse também para eu ir até o posto de saúde do meu bairro para marcar exames, já que lá eles só podem encaminhar para moradores de Eldorado. O que puderam fazer por mim foi uma injeção de Voltaren, que eu e minha família acreditávamos que faria efeito. Fomos pra casa.

Com certo alívio das dores já no domingo (20), achávamos que Voltaren estava agindo em meu organismo. Me senti um pouco mais disposta e fui arrumar meu quarto. Lavei uns 4 pufes e passei um pano nas decorações e na cômoda. Senti-me cansada demais e deitei-me. Umas 2 horas passei mal do estômago e vomitei 2 vezes: na madrugada e manhã de segunda (21). Desde então, tenho “sobrevivido” a purê de batatas e bolacha de água e sal. Fiquei muito mal e meu pai saiu do serviço para me levar a Eldorado novamente. Antes de sair, tomei um banho com certa dificuldade, senti que da cintura pra baixo eu já estava dormente assim como meu dedo do pé esquerdo. As costas também estavam um pouco dormentes. Quase desmaiei ao sair do banho, de fraqueza. Fui à cidade vizinha. Então, fui atendida pelo mesmo médico que no sábado e aleguei que as dores não haviam passado e que Voltaren não havia agido com sucesso em mim. Medicaram-me, assim, com apenas soro, Plazil e Buscopan. Indicaram-me a UPA da Assis Brasil, aonde eles fazem os exames no mesmo dia. Fomos pra casa, descansei e dirigimo-nos à UPA, aonde chegamos às 20:11 e saímos às 22:30. Infelizmente foi por desistência: eles ainda estavam atendendo pessoas que haviam chegado às 15hrs daquele dia. O que também contribuiu para a volta frustrada para casa foi a indiferença da atendente que, mesmo eu falando que estava com dores terríveis, alegado ter ido no médico duas vezes e estar quase desmaiando, classificou-me como “pouco urgente”. Deveriam ter uns 53 em média na minha frente e somente um médico atendendo para essa classificação. Fiquei em casa com dores mesmo!

Terça (22), fui ao posto de saúde de meu bairro e o enfermeiro, muito gentil, marcou-me uma consulta com o médico para o dia 3. Ok, até eu perceber que era dia 3 de Maio, não de Abril. Pensei, até lá eu já “nasci de novo”. Falei com meu pai e ele fez um plano de saúde para mim e para ele na Unimed, mas só poderíamos usar a partir de 1º/06/16. Não estava me sentindo tão mal neste dia, a dor era suportável, então fui à biblioteca durante a tarde trabalhar, cobrindo o horário de minha chefe que estava em aula. Guardei calmamente alguns dos livros, de dois em dois. Pedi para meu pai me pegar na biblioteca (que fica na minha faculdade) quando ele saísse do serviço e faltei a aula. Ele havia comprado uns adesivos com efeito analgésico, não sei bem o nome disso, acho que é Sabiá ou Salompas, mas aliviou um tanto.

Quarta-feira (23, hoje) pela manhã meu pai me conduziu a um consultório particular no centro de Porto Alegre, o J.J. Médicos na Pinto Bandeira, acompanhada por minha mãe. O lugar é bem em conta em relação ao preço e é tudo bem organizado, em questão de meia hora eu já estava conversando com o clínico geral e ele requereu alguns exames. Informou-me que as dormências (que estavam cada vez piores e já um pouco nas mãos) e as dores poderiam ser uma Neuropatia Difusa. Primeiramente, ele me explicou que  as dores são a reclamação do nosso corpo. Como eu não tinha nada além de dores musculares e dormência, ele afirmou que os sintomas de uma doença poderiam aparecer ainda ao longo de um mês, que poderia estar algo incubado. Isso, se a dormência fosse psicológica. Ele disse que esses sintomas poderiam ser de, pouco provavelmente, um lúpus, ou essa neuropatia difusa, aonde a pessoa vai ficando com dormência e pode até perder os movimentos. Mostrando-se preocupado e prestativo (o que o dinheiro não faz), marcou pra quarta (hoje) mesmo um neurologista e só não marcou os outros exames pra hoje porque eu não estava de jejum. Senti-me aliviada de algum médico me dar respostas concretas e exames, ao invés de só dizer “que estranho” e me empurrar pra outra instituição de saúde. Agradeci a Deus por não ter dado uma cruz que eu não pudesse carregar: nesse consultório a minha família tem condições de pagar. Agora vou logo arrumar as coisas para o exame neurológico. Ainda essa semana trago mais notícias. Não há de ser nada grave, Deus é muito generoso para mim e para com os meus.

 

Beijos de Luz,

Lis

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