“Quando a mudança se fez necessária”

Existem coisas que só se aprende quando criança. Se naquela época tu não conseguistes entender, dificilmente na vida adulta levará na prática. Aquela coisa pequena das palavrinhas mágicas, o olhar sorridente, os cumprimentos e saudações para pessoas idosas, a educação toda em si, são coisas que fazem muita falta.

Lembro de quando eu tinha 7/8 anos. Era um dos primeiros anos escolares e nós tivemos uma aula que me marcou. A professora trouxe várias folhas para a turma e conforme coloríamos, ela ia nos explicando algo interessante que eram os direitos e deveres – tanto na escola, quanto em casa, com os pais, comunidade, vizinhos, no ônibus – nós como crianças nunca tínhamos notado o quanto isso era importante.

Chegou a Feira de Ciências da Escola… nós como turma inicial não tínhamos o que explicar, então usamos o assunto “Direitos e Deveres no Cotidiano” para nossa apresentação. Ao lado de outras turmas falando de órgãos, remédios, genética, poluição da água, reciclagem, estávamos nós… os pequenos falando sobre educação. Chegou o fim da Feira, qual será que foi a turma que mais chamou a atenção de todos os presentes? Nós.

Montamos o equivalente a um ônibus e conforme gestantes e idosos entravam, cedíamos o lugar com um sorriso. Alguém deixava algo cair sem querer, nós prontamente ajuntávamos e dizíamos “Oi, Senhor (a)! Algo caiu da sua bolsa/sacola. Tenha um bom dia!”. Alguém era empurrado sem querer, o culpado se virava e dizia “Desculpa amigo, eu não queria fazer isso!”. E assim ia adiante.

O que fez muitas dessas crianças esquecerem disso no futuro?

Atualmente eu penso que tudo é questão de prática. Se levamos os ensinamentos para a vida e mantemos isso no dia-a-dia, eles permanecem firmes e fortes como sempre foram. O que é errado é errado, não importa em qual situação… O certo também é certo, mesmo se nem todos coloquem em prática.

Outra lição que eu aprendi na infância foi: nunca faça para os outros o que você não quer que façam para você. Se não quer que mintam, não minta primeiro. Se não quer desrespeito, comece sendo gentil e merecedor de todo respeito que vier….

Quando que a mudança se fez necessária? Ela se faz sempre! Sempre que nos sentimos tristes, errados, quando nada faz sentido, quando a vontade de ser melhor vence a preguiça. Somos seres que evoluem e por isso necessitam de mudança constante! Cada dia é o dia D de melhorar, podemos fazer de cada dia um dia lindo. Dia D, deslumbrante!

blogagem-coletiva-eanbs

Anúncios

17 pensamentos

  1. MDS! Que texto…
    me lembrou do meu tempo de criança, como era bom e o quanto os adultos tentavam enfiar cidadania na nossa cabeça sem eles nem praticarem. Hoje me pergunto, por que? Será que era em busca de um mundo melhor no futuro ou só uma daquelas coisas aleatórias que se ensina p/ as crianças, como “água é vida” enquanto se desperdiça litros e mais litros de água lavando a calçada com a mangueira?
    Concordo com você, são coisas que só se fixam praticando, assim como a matemática e o português. Pena que no nosso país temos enraizado na cultura o “jeitinho” brasileiro, cada um por si e só – porque, como dizem, “Deus é brasileiro”.
    Seu texto é ótimo, me fez refletir bastante (pena que não foi p/ votação, queria ter votado nele D:)
    Bjooo :**

    Curtido por 1 pessoa

    1. É interessante esse ponto que você expôs Carol, é bem assim mesmo! Eu ouço muito que “a educação vem de berço”, “com exemplo que se educa crianças”… mas gostaria de ver mais atitudes que palavras. Seria bom se os adultos se esforçassem mais para serem melhores, não só pelo exemplo mas pelo simples fato de tentarem viver de forma mais correta 🙂
      No meu dia-a-dia tento deixar o “jeitinho brasileiro” de lado… os resultados são lindos!
      Beijão!

      Curtir

  2. Muito lindo e verdadeiro! Quero guardar esse texto e ler pro meu filho, quando ele estiver maior…
    Acho que o que falta hoje, mesmo, são os valores. Aquelas pequenas coisas que, como você mesma disse, aprendemos quando crianças. Respeito, educação, empatia, justiça, ética, caráter… Tudo tão importante, mas que ficou perdido e relegado a segundo plano, dando lugar à mídia, redes sociais, ostentação, futilidade e um monte de coisas desimportantes, que ornam tão somente o exterior.
    Que possamos educar essa nova geração que nasce, que possamos tornar real essa mudança tão necessária!
    Xero Bru!!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Boa reflexão, Bruna!
    Uma das lembranças que eu tenho, além de todo esse aprendizado, é de quando crescemos um pouco e passamos a ser alvo de “chacota” por sermos “bonzinhos”. Ser rebelde, mal educado é que era legal. Infelizmente, nossa cultura tem (tinha? até quando?) isso da “lei do mais esperto” e esperteza por aqui é entendida como malandragem. Então, há momentos em que esses espertinhos tentam nos mostrar que ser legal não é legal. Acredito que, ainda jovens, podemos nos perder nisso. Por outro lado, agora na vida adulta, vejo o quanto desejamos uma sociedade diferente, como aquela que aprendemos antes de toda malandragem. É ai que eu espero que entre a coragem para mudar, fazer diferente 🙂

    Curtido por 1 pessoa

    1. Na escola onde eu estudei, todos estavam tão acostumados com essa educação caseira dada por avós ou pais mais velhos, que quando aparecia alguém que era diferente, eram eles os alvos de “chacota”. Lembro que tinha um menino que só fazia bagunça e tocava o terror entre os professores, mas claro, quando ele entrou para a nossa turma mudou da água para o vinho. Muitos daqueles meus antigos colegas mudou os hábitos, mas é bem legal rever alguns e ver que muita coisa também não mudou.
      Eu tenho orgulho de toda a informação, educação e valores que eu tive… eu adoraria ver crianças inocentes como nós éramos na época de hoje também.
      Eis aí as vantagens de ser criada em cidade pequena hahahaha
      Beijão!

      Curtir

  4. Oi, Bruna!
    Lembro sempre de um ensinamento que o motorista da condução que me levava a escola nos dava mesmo logo cedinho. Ele sempre reclamava quando não dávamos “Bom dia!” ou “Boa tarde”, era quase como uma bronca. Ele sempre dizia “quem acabou de chegar é quem deve dar bom dia para quem já está no local e, não, o contrário.” Isso ficou na minha cabeça desde então e sempre bate aquela culpa quando deixo de dar “Bom dia” ou qualquer outra saudação quando chega a algum lugar.
    Adorei o texto. Beijos!

    Curtido por 1 pessoa

    1. É verdade… quase tudo na vida é essa questão de lembrar de exemplos antigos. Por muitas vezes sinto pena de motoristas pelo pouco de atenção que eles recebem, então sempre ofereço um “bom dia” e o simples “tenha uma ótima semana”… é sempre um sorriso que eu recebo a cada manhã.
      Seria bom se mais gente se apegasse as palavrinhas mágicas, não é?
      Super obrigada pela visita, volte sempre… o Diver sempre está de portas abertas!
      Beijão!

      Curtir

    1. Eu participei da blogagem, mas não fui inclusa na seleção…
      Vai entender, né Yasmin?!
      Irei responder com o maior carinho a tag, mas a pergunta é: posso responder em forma de Status da Fanpage? Já respondi essa tag 2 ou 3 vezes já 😦
      Aguardo respostas! Beijão

      Curtido por 1 pessoa

Mostre-me o que pensas:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s