A primeira vez significa muito para uma mulher: o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira relação sexual, o primeiro filho, o primeiro emprego, o primeiro voto, primeira vez que conseguiu cozinhar algo sem estragar, a primeira volta dirigindo um carro… algumas “primeiras vezes” podem até não ter um valor em dinheiro muito alto, mas no coração sim.

Conforme os anos foram passando, vi que na minha vida pessoal e profissional eu tive muitas “primeiras vezes” e cada uma me significou muita coisa. Quando eu saí do Brasil, cada nova descoberta era uma comemoração e eu me divertia muito com a ideia de estar orgulhosa de mim mesma. Vi que eu sou dessas que fica feliz com recados, postais, sms e até aquele simples “lembrei de ti”.

Quando eu terminei meu ano de Au-Pair, me surpreendi muito com certas pessoas e até cheguei a escrever sobre isso aqui no blog. Agora passou mais um ano e chegou a vez de me despedir do pessoal do asilo no qual eu trabalhava. Esse meu tipo de emprego que era o Bundesfreiwilligendienst (BFD – bê éf dê), era um ano social. Eu entrei sabendo que teria só um ano para aprender, ajudar e conviver com várias pessoas especiais. Vi pessoas novas chegando, tive que me despedir dos que iam, tive que até segurar o choro por alguns… mas isso é normal. Nos últimos meses a ficha não caía direito que eu teria que ir, mas quem que fica esperando despedidas? Ninguém, não é?

Quando eu fui para meu último dia oficial de emprego, fui com bastante dor de dente e com uma cara um pouco inchada por causa da cirurgia. Do mesmo jeito acabei conversando com aqueles que eu tanto me apeguei e me despedindo mais uma vez. Minha superior, chefe do meu setor (aquela que me ensinou inúmeras coisas durante esse ano todo), conversou com quase todos os meus colegas no período que eu estava de recuperação: tanto aqueles que trabalhavam diretamente comigo, como aqueles que eu ajudava quando tinha (e também quando não tinha) tempo. Juntamente, todos me deram um buquê de flores com um cartão.

A primeira vez que eu recebi um, foi na minha festa de 15, que fazia parte da tradição. Outra vez, também ganhei um buquê pequeno pela participação em um concurso (que eu nem ganhei), mas por mera formalidade. Dessa vez, me significou bem mais!

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O mais interessante é que eles pensaram em me dar um presente, mas como eu nunca dizia o que queria, acabaram me dando em dinheiro. Por mera criatividade, dobraram as cédulas de dinheiro e formaram flores e prenderam todas com um fio fino de arame.

Guardei meu buquê no porão gelado da casa, ele secou e ainda continua cheiroso. Vou deixar ele de lembrança no meu quarto também!

Mais um ano se passou, mais várias lembranças para eu guardar no coração…

Como foi o último ano de vocês? É impressão minha ou de novo passou mais do que voando? Já ganharam um buquê? Me contem, vou adorar ler os comentários!!

Auf Wiedersehen!

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