Até a Próxima Estação…

Com a grande repercussão do acidente de avião do Chapecoense, eu não poderia deixar de apresentar a vocês a minha reflexão.

Toda morte é uma dor, seja ela prevista ou não. As grandes massas, muito impulsionadas pela mídia, prestam condolências por pessoas que nem conhecem, por reconhecerem a gravidade da tragédia. Não é errado prestar apoio e até sofrer com isso, é demonstrar que se importa com os outros. O que me intriga é a gente acabar deixando passar a notícia das duas mulheres que foram agredidas com um martelo em Portugal, por exemplo – que eu fiquei sabendo porque um amigo tirou a foto da televisão, aonde passava a reportagem do acidente de avião e estava escrito da agressão do martelo na linha de baixo, junto a outras manchetes.

A culpa não é da dona de casa, do cabeleireiro ou da contadora que postaram nas redes os pêsames e ficaram comovidos com o acidente do Chapecoense. Eu não diria também “culpa”, mas a responsabilidade de muitas coisas que discutimos é da grande mídia. Quantos memes você viu do Trump nas últimas semanas? E quanto você ouviu falar daquela moça que foi assaltada no centro da cidade? Pois é, tem coisas que acontecem a nossa volta todos os dias e acabamos não falando muito sobre isso. Já parou para pensar?

Outro ponto é, como as pessoas falam tanto dos políticos e não participam da democracia quando tem a oportunidade (não vou entrar em questão de eleições aqui)? Nós temos as Assembleias do Orçamento Participativo aqui em Porto Alegre, por exemplo, que, de quase um milhão e meio de habitantes da capital gaúcha, houveram apenas vinte mil participações durante o ano passado. Linkando isso ao assunto acima, as pessoas não participam porque muitos não sabem que ocorre ou como participar. A mídia define muito do nosso dia a dia, como comunicóloga eu posso dizer isso com certeza.

No fim, acabei entrando em outros poréns e não falei muito da dor do adeus, que era pra ser o assunto do post. Mas, como acreditando em” vida após a morte”, o que eu ainda não consigo refletir é se é pior a dor de quem vai ou de quem fica.

Força a todos, por/para todas as dores.

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4 pensamentos

  1. Refletir sobre o todo que é a vida e no que nos faz viver passa por isso, pelos anônimos que partem e permanecem anônimos, pelos que permanecem impunes a cada dia que passa e continuam assim, e sim ficaríamos tanto tempo escrevendo sobre isso. Pelo menos que a consciência possa alcançar mais e mais para que possamos fazer um viver melhor. Tua reflexão é oportuna. Meu abraço.

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