Ri de mim; ri comigo!

Posso ser só mais um a escrever, mas escrevo. Meus olhos estão a procurar o que não mais podem ver. Uma lágrima cai. Duas. Estranhamente, esboço um sorriso. Olhos embaçam, mãos se perdem, mente cheia. Vazia. Lembro alguém que dizia: “Seja feliz. Sorria!”. Canto, num balanço, que me leva a teu pensamento, me faz feliz, me faz sorrir.

Vi em seus olhos que me entendes. Choras comigo, sem disfarces. Ri de mim, ri comigo. Me perco em teu olhar, que não quero, mas aprendi a evitar. Percebo o seu, que em mim foca, sem medo de amar. “Você já amou?” “Mais do que pensas, pequena moça”.

Não, diz você. Feliz, fico eu. Era você, e eu sabia disso.

Palavras não se cruzam, a música toca. Aerosmith, se não estou errado. E “I go crazy” garota. Minha mão repousa em sua perna, suave. Já a conhecia, tenho certeza. Silêncio. Silence. “What can I do? Honey, I feel like the color blue”. Não mais.

Teu movimento é rápido e sutil, com a delicadeza de uma flor e o fogo de um bandido, que ataca meus lábios, e então perco meus sentidos.

Pelo resto da vida, contigo? “Hoje aqui, amanhã não se sabe”, você canta comigo.

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