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Divergências Vitais

Memórias, dicas e "causos" de uma brasileira vivendo na Alemanha.

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Codinome: Dinda

Uma carta de alguém com saudade

Você,

queria começar lhe saudando por ter recebido essa minha carta. Não sei quem você é, mas espero que quando leia você imagine o que eu sinto também. Espero que você esteja bem, que seus planos estejam se encaminhando e que a felicidade esteja aparecendo todos os dias para dizer um olá. Torço também para que o tempo esteja te sendo favorável, pois ele importa muito para nós. As vezes ele demora um dia para fazer a diferença em sua vida. As vezes uma semana. No meu caso, demorou 9 meses. Em um dia, eu era apenas a amiga curiosa sobre o bebê. No outro dia eu era a mais nova madrinha. Agora? Agora eu sou essa pessoa distante que está proibida de colos, abraços e mimos. Sou aquela que se apaixona dia após dia por fotos, sonha com momentos e pensa se um dia vai conseguir ser alguém que a afilhada admire. Se você tem o seu anjo com você, aproveite. Não tenha vergonha de demonstrar o que sente e parecer uma criança… Não pense que distâncias são um impedimento se você tem condições de ir. Cito isso como um exemplo, pois existem preciosidades que nem o tempo nos tira.

Sobre o tempo, ele pode continuar com sua velocidade constante. Se antes eu teria que esperar nove meses, agora a espera é mínima, a contagem regressiva já começou… Logo chega a minha vez também de bancar a boba, madrinha (boa) coruja. Sem corações apertados e nem saudades desmedidas, somente o carinho e admiração por alguém que me fez ser melhor. Se você não tem alguém assim, espero que em algum momento também ganhe e descubra o que é esse amor por um serzinho que cresceu de outro ventre e não se torna menos por isto.

Abençoados sejam os que vierem. Abençoado seja você também, só por estar aqui compartilhando momentos e leituras comigo. Abençoada sou eu, por ter você aqui.

Abaixo, a menina dos meus olhos que nasceu do dia 11.09 e que me deixou tao sem palavras a ponto de nem conseguir escrever sobre isso: Ana Luiza, minha princesa!

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Para você que provavelmente se apaixonou pelo sorriso da Ana…

Um beijo,

Bruna.

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Com a proximidade do dia 11 de setembro me vem aquela sensação de ansiedade. Sim, é para esse dia que está marcado o parto da minha afilhadinha que eu não vou conseguir conhecer nesse primeiro ano. Todos os dias quando eu entro nas minhas redes sociais eu já logo olho as mensagens para ver se não tem nenhum recadinho de “a Ana nasceu”, “a Dani tá bem e a nenê saudável”, “o papai tá todo bobo”, “parabéns dinda”, mas ainda não aconteceu. Passo por lojas e a primeira coisa que me vem na cabeça é como eu vou mimar ela, como vou mandar presentes, como vou falar com ela… Ahhh, tomara que esses dois dias não se arrastem, aqui tem alguém muito curiosa!

Como não se apaixonar por essa barriguinha? Me expliquem!

 

Toda a sorte do mundo pro casal, a dinda espera boas novas! Espero que até próxima postagem da categoria eu já esteja babando de amores pela Aninha e radiante pelos pais ♥

Chá da Ana

Cada vez mais que o tempo passa, eu vejo que não vai ser possível conhecer minha afilhadinha antes de viajar. Triste, sim, não tem como negar. Fico imaginando como seria poder segurar ela no colo, trocar a fralda, ensinar ela a “conversar”… paparicar como uma madrinha faz. Minha primeira afilhada a caminho e eu vou perder a fase boa.

Acompanhando desde o começo da gravidez, teve um momento que eu me senti realmente dinda. E é sobre isso que eu quero comentar. No dia 28 de junho aconteceu o Chá de Fraldas da Ana Luiza. Um dia bem especial. Para os que não sabem, Chá de Fraldas é a mesma coisa do que Chá de Bebê, uma festa onde a futura mãe recebe presentes para seu bebê que está chegando.

Tentei chegar antes para poder ajudar com os preparativos, mas quando cheguei a mamãe-foguetinho já tinha arrumado tudo. Conheci a casa, alguns familiares e comecei a ajudar a receber as pessoas. Cada vez mais começaram a aparecer mulheres. Uma brincadeira que inventaram foi tentar adivinhar qual o tamanho da circunferência da barriguinha da Dani sem poder encostar nela. Todas ganharam um pedaço de fita mimosa e deveriam cortar de acordo com o tamanho imaginado.

Mas claro, antes de tudo começar, obviamente que o papai tinha que posar para a foto, não é?

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Além de guloseimas na mesa, haviam também brinquedos para as crianças atrás da casa. O astral estava muito bom!

A prenda para quando a Dani errasse o presente seria uns desenhos pelo corpo com batom vermelho. Como com quase todas as mães nesse momento, quando começam errando, não param mais… Acompanhem a situação da dona Daniela:

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Como ela errou os meus 6 presentes, eu até fui muito boazinha. Estão vendo na lateral “Linda da Dinda”? É, fui eu!

Quando todas as convidadas foram embora, entre uma fofoca e outra, arrumamos toda a casa. Como a Dani estava toda pintada, ajudei ela a tirar a “sujeira” (usamos lencinhos da Ana já, mas foi por uma boa causa). Foi um momento muito legal, gostei muito.

Quando o Thiago voltou, se sentou do lado e começou a conversar com a nenê. Só de escutar a voz do pai que ela começou a se mexer já. Quando eu estava encostando na barriga, comecei a conversar também e ela correspondia. Sentia os chutes dela se manifestando… Foi uma emoção muito grande. Senti pela primeira vez que ela estava lá firme e forte.

Posso me preparar, vai ser um ano de muita saudade e de curiosidade… haja coração!

A criança é por natureza um ser do encantamento, um ser que experimenta a leveza, e que não retém a dor.

Codinome: Dinda

Conheci uma mulher faz uns anos. Parece comum, não é? Mas não, ela me deu um presente de valor tão grande que fica até complicado de explicar aqui. Ela me deu a chance de ser madrinha de uma criança que está por vir. Eu que sempre quis ser dinda, estou boba agora.

Posso escrever com todas as letras que eu me emocionei quando recebi a notícia. Foi lindo de ver a felicidade de um casal que descobriu estar “grávido”, com todas as dificuldades que teve para isso se tornar real. Estive junto quando ela me disse do cisto que ela tinha. Acompanhei o tratamento, senti como a espera foi angustiante… até que tudo deu certo. Vi também que quando o amor não cabe em duas pessoas, ele transborda e vira uma criança.

Eu pedia detalhes, sempre tentando imaginar como seria tudo. Até que uma hora veio a primeira eco. Como dinda, fui logo ver. Eu não sabia o que dizer de tão perfeito que tudo era. A criança já estava com quase 60 gramas e já era do tamanho de meio tubo de creme dental. Tinha o corpinho já formado, mesmo assim pequeno. Eu sabia que seria assim, mas não imaginava que sentiria tanto amor por uma criança que não é minha.

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Antes de eu ver a eco, ela tinha já me dito que haviam mais ou menos 98% de chances de ser um menino. Eu tinha até sonhado que seriam gêmeos, mas um menino lindo para eu poder ensinar a jogar futebol, vestir com roupinhas inspiradas em Senhor dos Anéis e camiseta do Grêmio também seria uma maravilha. Mas sempre tive em mente uma menina.

Depois de um tempo, no próximo exame viram que seria mesmo uma menina! Linda, grande e… linda! Brincamos que seria bonita como a mamãe e a dinda. Uma gringuinha que vai atrair olhares (futuramente encher a cabeça da dinda de cabeços brancos) e que irá trazer muitas alegrias.

É com essa que eu inauguro minha categoria “Codinome: Dinda”! Agradeço de coração para a Daniela e o Thiago que me deram essa oportunidade! Quero que saibam que no que precisar, eu vou estar aí!

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