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Divergências Vitais

Memórias, dicas e "causos" de uma brasileira vivendo na Alemanha.

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Devaneios

Apenas mais um botão

Aperta o botão amarelo. Agora aperta o verde. Não assim, aperta mais forte. Viu que deu certo? Aos poucos tu aprende… Continuar lendo “Apenas mais um botão”

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É inverno. É frio.

É inverno. É frio. As vezes neva.

É lindo ver as cortinas se mexendo, as pessoas indo fazer compras com suas cestas, idosos levando cartas ao correio. Continuar lendo “É inverno. É frio.”

Uma carta de despedida

Querido 2016,

ontem cedinho eu vi você partir e vi seu amigo 2017 chegar. Sua saída foi triste para muitas pessoas e para mais que a maioria foi uma alegria. Continuar lendo “Uma carta de despedida”

Dom de procrastinar

Era uma manhã fria. Ela havia acordado e com uma reação automática teve que olhar no relógio. “Como assim já são 10:00 da manhã? Meu despertador tinha que Continuar lendo “Dom de procrastinar”

Nascer mulher

Eu, quem vos escreve, na infância brincava com meninos. Brincava e entrava em contato com as coisas que os meninos se interessavam e ainda por cima esquecia que era menina. Continuar lendo “Nascer mulher”

O milagre de levantar cedo

Acordar cedo e lavar o rosto com água morna até que toda negatividade suma. Se olhar no espelho e apesar da cara estar amassada e cansada, ainda assim encontrar motivação para continuar o ritual. Continuar lendo “O milagre de levantar cedo”

Algo sobre ela

Ela. Ela que caminha pelas ruas no amanhecer. Ela que olha as vitrines com interesse dúbio. Ela que se assanha com olhares e meios sorrisos. Ela que cumprimenta todos por gosto e educação. Ela que sai de manha cedo perfumada e macia por cuidar de si mesma.

E como cheira bem!

Usa vestidos até o chão, mas também calças de pijama, camiseta e meia. Não tem vergonha de sair descabelada, ou ir comprar pão vestindo algo que não parece normal. Ela que ri de si mesma na alegria e tristeza, nos momentos de orgulho e naqueles onde a vergonha predomina. Ela que mesmo triste, tenta refletir o melhor de si.

Quem olha ela tão serena, não imagina o que se passa na sua mente. Só vê olhares, acenos, sorrisos e serenidade.

Por qual motivo ela precisa de mais? A vida é mesmo bela – e dela.

bedabanner

 

O que anda acontecendo com Dona Bruna?

Antes que pensem que isso aqui é um Muro de Lamentações: isso não é!

brunadivergenciasvitais

Sabe, tem vezes que dá vontade de colocar tudo o que está entalado para fora. A vida faz questão de colocar milhares de problemas pequenos no meio do caminho e aí Continuar lendo “O que anda acontecendo com Dona Bruna?”

Somente sentir

 

Quando dizem que quando os olhos não veem, o coração não sente,
eu somente digo que o amor não sai do campo de visão…

Ele só muda.

Muda de jeito, de trejeito, vira suspeito.
Perde o respeito, dói no peito…
Desfaz o efeito.

O importante, meu bem, é se sentir importante.
Se sentir merecedor do amor
Correr atrás não é sentimento
Se é, não é amor

Eram dissabores,
eram idas e  vindas.
Era março,
junho,
qualquer mês.

Entre amores e dissabores,
idas e vindas,
duas pessoas sem rumo.

Bloqueio do Whatsapp e os comentários da patroa alemã

Dia 02.05 uma notícia chocou o Brasil: não falo de crise, falo do bloqueio de um aplicativo.

Lembro da época que eu tinha 15 anos e a “moda” era ficar o tempo livre inteiro escrevendo besteira no Twitter. Interagíamos com as TAGs da MTV, fazíamos hashtags subirem aos TTs em pouco tempo, bloqueávamos as contas por postar mais de 200 tweets por hora…  Era tanta coisa que as vezes o servidor caía e todos ficavam sem poder fazer nada. Esses momentos onde não se tinha o que fazer, eram os momentos onde todos viam a quantidade de coisa desinteressante e desimportante que era postada. Os tapas na cara bancados pela vergonha doíam mais do que facadas… Apagávamos as coisas feias, seguíamos a vida e meia hora depois as mesmas coisas estavam lá novamente. Um belo de um jogo vicioso, isso sim.

O tempo foi passando, a moda virou MSN. Todos queriam estar online, chamar atenção, ter emoticons e responder na hora. Ter muitas conversas abertas ao mesmo tempo? Eita pessoa com muitos amigos…

Quando a internet caía, o drama era de longe o mesmo. A pessoa “largava de mão” (como dizem os gaúchos) e desistia de ficar ao lado do computador. O resultado? Ainda era feito algo produtivo.

Os tempos mudaram: entrou em cena o celular. O queridão entre todas as pessoas. Aquele ser que dá crises de pânico quando some. Aquele que gera lágrimas quando o display quebra e as piores reclamações quando trava ou quando a câmera resolve não focar direito. O típico maldito que todo mundo ama.

Minha colega de serviço tem entre 60 e 65 anos e os filhos dela incentivaram a comprar um celular. Ok, ela comprou. Ela então veio com a pergunta: vale a pena baixar o tal do Whatsapp?

Eu como usuária do app disse que é algo super interessante, bom para manter um contato mais ativo com os amigos e a família em geral (ainda mais quando a família vive afastada). Você pode:

  1. mandar imagens;
  2. vídeos;
  3. notícias;
  4. links;
  5. contatos;
  6. conversas longas escutando a voz de quem gostamos,
  7. diálogos intermináveis…

tudo de graça.

Nisso entrou minha chefe dizendo que o app era algo que nos fazia perder tempo. Ela que é alguém que mede as palavras que usa, acabou assustando a todas as pessoas presentes na sala. Minha colega de serviço fez aquela cara de “ponto de interrogação” e pediu explicações. E lá veio:

  1. se é de graça você não pensa duas vezes o que escreve;
  2. você enrola horas para explicar algo que poderia ser resolvido em questão de minutos;
  3. o celular se torna algo indispensável na sua vida;
  4. a bateria descarrega com velocidade incrível (também, o celular fica o tempo todo na mão);
  5. todos espalham correntes de coisas irrelevantes;
  6. qualquer pessoa com o acesso ao seu número de celular pessoal pode ver se você tem o app e te escrever.

Claro, minha colega ficou tão impressionada pelo lado negativo que nem quis saber de gastar a memória com algo que querendo ou não tirasse sua privacidade. Os filhos que se danem, mas ela não irá baixar algo que poderia lhe enviar constantemente fotos lindas dos netos pequenos ou vídeos bonitos dos filhos.

Agora eu venho com meus questionamentos:

  1. IMAGINA SE MINHAS COLEGAS (E CHEFE) VISSEM O QUE É, E COMO FUNCIONA O SNAPCHAT;
  2. PRIVACIDADE É UMA COISA, DEIXAR DE COMUNICAR É OUTRA;
  3. IMAGINA SE AS TIAS QUE ESTÃO PRESENTES NAQUELES GRUPOS FAMILIARES TIVESSEM QUE PAGAR PELOS “BOM DIAS” E AS CORRENTES RELIGIOSAS/DE DINHEIRO/BELEZA/PIADAS SEM GRAÇA… ACHO QUE AÍ TERIA PANELAÇO NA FRENTE DE CASA,
  4. VENDO TODA ESSA SITUAÇÃO EU VEJO: RECLAMAR É O QUE MOVE O MUNDO DA INTERNET

Isso aqui não é reclamar, mas só refletir… só para deixar avisado.

Você sofreu com o bloqueio daquela vez ou foi um daqueles que riu da cara dos amigos fazendo drama? Eu assisti aqui de camarote e vi toda a discórdia…

O que acham disso? Me escrevam!
Auf Wiedersehen!

Caso ainda interesse:

Instagram: @divergenciasvitais
Facebook: Divergências Vitais

Fonte da imagem: verdadesquetantoguardeii.tumblr.com

Um blog semi-abandonado e uma ida a Londres

Eu, Bruna, a idealizadora do Divergências Vitais, enfrentei uma bela de uma fase desmotivadora. Os índices do blog começaram a cair e com ele também minha vontade de continuar escrevendo. Enquanto via postagens em grupos de blogueiros, cada vez sentia menos vontade de escrever sobre algo. As vezes a vontade reaparecia, mas os posts não conseguiam sair dos rascunhos. Vi que pela 2ª vez desde que tenho o blog, estou escrevendo sobre algo que não me leva adiante como blogueira e nem como pessoa que ama a blogosfera em si. Não viajava mais, não fotografava mais, não fazia tantas coisas interessantes como antes. Pode parecer chato, mas entrei em uma bela rotina.

E os problemas? Ah, os problemas. Descobri uma doença chata, tenho que tomar remédios, comecei a fazer ginástica, aulas para carteira de motorista, enviar documentos para lá e para cá por causa do meu visto que eu estou tentando para início de setembro… entre milhares de outros detalhes. A vida virou um tumulto, tanto que uma amiga disse que isso era o tal do “inferno astral” e que o que eu tinha era um bloqueio criativo.

De tanto pensar e repensar, vi que me faltava o tal foco. Nisso, planejei umas férias, combinei como uma amiga brasileira e fomos para Londres passar uns dias. Ela ficará mais tempo, mas eu me deixei encantar pela cidade em 6 dias.

Lá, passamos por situações engraçadas e algumas um pouco chatas, mas tudo isso serviu de experiência para não errar mais em uma próxima.

Com isso tudo o que aconteceu, quero avisar que daqui em diante o blog terá mais conteúdo. Não reclamações, não discussões, mas sim lugares, dicas, fotos, histórias, resenhas e tudo o mais.

Com isso, aqui algumas fotos da minha passada por Londres e Liverpool (sim, eu fui atrás dos rastros dos Beatles):

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Por enquanto, é isso.

Em breve virão mais posts a respeito de toda a experiência que foi adquirida em apenas 6 dias intensos em Londres… espero que agrade a todos!

Receita caseira de amor

Tempo de duração: de um segundo até a eternidade
Tempo de preparo: sempre que necessário
Temperatura: o suficiente para não deixar esfriar e nem queimar

Ingredientes:

Amor (do tamanho que tiver)
150g de Ternura
1 pitada de Saudade
1 mão cheia de Companheirismo
1 colher de chá de Excessos
1 colher de sopa de Felicidade

Modo de preparo:

Pegue o Amor e coloque ele em uma bacia, reserve. Somente o Amor  não tem um gosto que realmente seja satisfatório, ele necessita da ajuda de outros ingredientes para se tornar uma delícia da alta Gastronomia. Junte a Ternura lentamente para que a consistência da massa não se torne pesada e enjoativa. Junte a pitada de Saudade com uma mão cheia de Companheirismo. O Companheirismo é o único ingrediente que ameniza o gosto amargo da Saudade –  que mesmo tendo um gosto ruim, é também um ingrediente indispensável na receita.

Dica de Chef: Nunca misture a colher de Excessos com a colher da Saudade, esses dois ingredientes tornam a massa algo terrível de assar. O excesso só pode ser misturado com a Felicidade.

Depois de misturar todos os ingredientes com o Excesso de Felicidade, a massa estará boa o suficiente para o passo seguinte: assar! Depois de assado não se esqueça de dar o toque final com a Confiança, ela faz com que a receita além de deliciosa também seja linda aos olhos e ao coração.

Dica de Chef n°2: não apresente ou ofereça essa especialidade/iguaria para pessoas que não sabem degustar e/ou reconhecer o que é uma receita boa. Muito menos para quem não queira assar com você.

E voilà! Bon Appétit!

As implicações da fama

Com essa vida agitada onde todos trabalham, tem vida social, cuidam da casa, visitam a família, acompanham séries e etc, fica difícil as vezes encontrar tempo para fazer o que mais gostamos e nos darmos uma pausa.

Em outras situações, também acontece o contrário. Ao invés de entenderem nossas motivações para descansar, relaxar, viajar ou simplesmente deixar algumas coisas de lado, nos olham com “4 pedras na mão” exigindo justificativas e revidando.

Eu, Bruna, tenho uma vida bem simples. Acordo, trabalho, volto para casa, tomo banho, durmo, as vezes reclamo no Twitter durante o dia e assim se segue uma certa rotina… não gosto que pessoas estranhas (que eu não conheço) fiquem acompanhando o que eu fiz ou deixei de fazer.

Tem algo que me incomoda em grandes escalas também: quando certas pessoas não são levadas a sério no quesito julgamento alheio. 

Quando uma pessoa escolhe que quer levar uma vida mais pública, é claro que ela tem que aceitar as críticas diárias que vão aparecer. Uma coisa não existe sem a outra,  uma faca de dois gumes. Ser famoso é carregar um fardo imenso… um fardo que como tal tem que ser respeitado também. Ser famoso tem muitas vantagens, mas acima de tudo renúncias na vida…

Isso tudo me lembrou de uma situação que eu vi – ao acaso – no início de abril/2016: pessoas reclamando que o cantor Lucas Lucco não deixou as fãs entrarem no camarim. “Nós amamos você, como você não nos deixou entrar?” “Nós viajamos muitos km e pagamos caro para ver você, e você nada”, foram o gênero de frases utilizadas para julgar a falta de tempo do cantor.

Claro, ele se explicou no Twitter:

Eu vi isso e me deu muito dó dele.

Ele deixou de ver as fãs para poder aproveitar sua família (nem que fosse por pouco tempo) e ao invés de aceitação, só levou críticas. Sinto dó de ver ele tendo que se explicar e não tendo o compreendimento. Tenho dó pela dor que ele sofre em não conseguir ser a pessoa ideal para quem se importa tanto com ele. Eu vivo longe da minha família faz muito tempo, mas deve ser difícil viver longe da família quando você sabe que eles estão logo aí…

Eu vejo no Lucas um menino/homem, que precisa MUITO ainda do apoio da família. Um menino/homem com força de vontade, garra e um rosto bonito.

Quando eu vejo casos como esse, fico feliz em ver que só sou mais uma. Uma que apesar de ter uma vida complicada e confusa, ainda consegue caminhar pelas ruas como uma pessoa qualquer e paz na consciência. Não quero ser famosa, quero só ser eu mesma!

E a velha mania de achar que tudo no Brasil é ruim

Enquanto jornais na Alemanha comentam a respeito da situação do Exército Alemão, a falta de militares e quantidade de euros gasto com o mesmo, surge uma comparação positiva com o Brasil. Volta e meia isso acontece e eu sinto um orgulho grande quando vejo.

Dessa vez disseram de uma doença e do fato de militares brasileiros estarem cuidando e protegendo o Sambódromo no Rio de Janeiro, para salvar o desfile. Claro, isso na época do Carnaval, mas citaram também as ações do Exército em outras situações e épocas do ano.

A doença em questão é a tão famosa que também transmitida pelo Aedes Aegypti – mosquito da dengue-, e os sintomas (febre, dor nas articulações e músculos, conjuntivite e manchas vermelhas na pele) normalmente surgem 10 dias após a picada. Zika. Aquela Zika que gera microcefalia nos bebês…

Lembro que no Brasil, há muitos anos usávamos zika para simbolizar algo ruim que aconteceu: “Nossa, que zika que quebrou teu dente”, “minha prima teve zika e caiu de moto”… e era assim. Quando eu li a primeira vez a respeito da doença achei que continuava sendo piadinha de brasileiro, mas quando vi a proporção que tomou é que fiquei de queixo caído.

Que serviço lindo que os militares estão fazendo. Vistorias de casa em casa por causa da água parada, recolhimento de lixo, competência, educação, demonstrações constantes de disciplina.. uma das coisas para realmente nos orgulharmos!

No fim, digo que não é só a Lisandra que posta a respeito do Exército Brasileiro (risos). Vamos nos orgulhar mais do que o Brasil tem de bom, Brasil sil sil tem muita coisa linda!

Imagem linda tirada do http://oxente-soubrasileiro.tumblr.com/

A brincadeira foi longe, o Divergências já tem 2 anos

Aqui na Alemanha uma coisa muito famosa entre as crianças e até alguns adultos são os Contos de Fadas – Märchen. Tem história disso, daquilo, daquele outro… histórias que eu nunca tinha nem escutado falar no Brasil.

Então me deu a vontade de contar uma dessas historinhas:

“Era uma vez uma menina muito solitária que vivia em um povoado pequeno. Nesse povoado viviam mais algumas meninas, umas mais bonitas, umas mais ricas, outras que sabiam cozinhar, limpar e até mesmo lidar com animais. Embora as outras tivessem tudo, a solitária as vezes recebia certos mimos de sua mãe, coisas pequenas – porém com um valor enorme para quem vê.

Sabem o amor? Então, esse mesmo.

Quando a Solitária queria algo, as outras sempre corriam atrás até conseguir primeiro. Se a Solitária conhecia um menino bonito, logo vinha uma Outra dar um beijinho primeiro. A Solitária achava que era só coincidência que certas coisas aconteciam, por isso começou a fazer coisas que as outras não iriam tentar. Ela comia comidas diferentes, bebia bebidas diferentes, vestia roupas diferentes, fazia amizade com os meninos mais estranhos ou malucos que poderia encontrar. Descobriu novas línguas, saiu do povoado… Deixou todas as coisas do passado para trás.

Só teve uma coisa que as outras não conseguiram tirar: as lembranças de todas as divergências da Solitária. Fim.”

Suponhamos que essa seja a verdade. Querendo ou não, a única coisa que não tentaram copiar ou tirar de mim foram meu menino blog. Sempre me diziam que isso não fazia sentido, era perda de tempo, que eu nunca conheceria ninguém por meio de palavras… enganam-se eles!

O que era apenas uma brincadeira – assim como os teatrinhos ou rodas para escutar os contos de fada – durou. Dois anos. 730 dias, 104 semanas, 24 meses, 8 estações, 17.520 horas, 15.051.200 minutos, 63.072.000 segundos, em que tantas lembranças por aqui ficaram… Tantas palavras, amor em forma de frases!

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Para você que brincou comigo nesse meio tempo: AGRADEÇO DE CORAÇÃO!
Para você que ainda quer dividir suas experiências comigo: SERÁ UMA HONRA!
Para você que me acompanhou esse tempo todo do meu lado: NUNCA ESQUECEREI!

E Lis ❤

Feliz Aniversário querido Divergências Vitais!

 

Meu amigo, não sou obrigada a nada

Era Carnaval em Ochsenhausen. Eu particularmente achava que não seria lá grande coisa, no fundo eu previa que aconteceria algo para me deixar meio chateada. Sabem aquela sensação que dá antes de sair de casa avisando que vai dar m*rda a noite? Pois é. Continuar lendo “Meu amigo, não sou obrigada a nada”

Senso de humor ou raiva?

Que bom-humor agrada no nosso dia, aaaah que agrada muito. Pensando no seguinte é que eu tento manter minha vida mais alegrinha todo dia. Só que vem a questão, as pessoas que fazem piadas com tom irônico estão querendo realmente fazer piada ou estão nervosas/raivosas?

Vi essas imagens em um site faz muuuuito tempo… daí fiquei rindo, mas com aquela cara de “????”… o tal do professor (ou professora) manda muito bem!!

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O que vocês acham? Já viram alguma postagem parecida com essa? Só sei que eu queria saber desenhar assim…

Auf Wiedersehen!

Chegada aos 20

O ano começou fazem alguns dias e eu realmente não queria estar fazendo um daqueles flashbacks clichês, porém entre frases e outras eu estou praticamente fazendo isto. Ao lado de um prato com comida que já está fria, uma pia com coisas para terminar de limpar e um fogo que necessita de lenha, estou eu. Eu, tentando escrever coisas enquanto não decido se quero beber uma xícara de café ou talvez uma taça de vinho.

Cada vez mais aquela frase “você nunca fica mais novo” bate na minha cabeça. Quanto mais velho você fica, mais responsabilidades entram na sua vida. No momento estou morando sozinha e só agora que eu vi que mesmo sempre fazendo minhas coisas, eu era muito ausente na hora de pegar pesado aqui em casa. Se eu não faço fogo, mais tarde não tem água quente para tomar banho ou uma casa quentinha para conseguir aguentar a temperatura negativa fora de casa.

Nesses primeiros dias do ano a cabeça da gente sempre cisma em fazer coisas diferentes. Cisma em mudanças, dietas, aulas de culinária, yoga ou muitas outras coisas. Eu já comecei a imaginar isso bem mais cedo, só que por ironia do destino só consegui colocar para fora agora. Vivo pensando em grandes mudanças, mas agora chegou o momento de dar valor para o mais importante e não aquilo o que eu começo e nunca consigo terminar. Claro que isso vale para o blog também!

Eu cresci em um lugar pequeno onde a comunidade só tinha uma rua de 10km de extensão. Nesses 10km, viviam somente umas 200 pessoas e eu sempre achei que isso fosse bom e suficiente para a minha vida. Era a típica menina-menino, brincava de todas as brincadeiras, tinha cicatrizes, manchas roxas, não se preocupava com meninos na infância. Estudava, era boa aluna, porém uma menina muito solitária. Ninguém queria saber sobre o que eu achava legal, o que eu gostava de brincar, tinha colegas que não gostavam de serem minhas amigas e eu nem sabia por qual motivo. Na solidão, encontrei amigos nos livros. Eram pessoas aventureiras, inteligentes, apaixonadas, criativas…. sempre quis ser assim! Queria ir para a Europa e ver os lugares que tanto apareceram nas minhas histórias. Parecia que a vida longe de onde eu morava era bem mais livre e divertida do que aquele lugar onde eu me encontrava. Com a internet vieram coisas boas, mas também ruins. Aquela que amava livros, começou a deixá-los de lado para conversar com pessoas que moravam a muuuuitos quilômetros de distância. Comecei a perder tempo, desviar minha atenção para coisas que não atrairiam nada de bom para meu futuro.

Outra coisa: sempre fui aquela que sentia vergonha de si mesma. Me sentia mal com o que vestia, mas nunca mudava realmente o jeito de me arrumar. Não tinha dinheiro o suficiente para comprar coisas para sair pois elas não eram as roupas que eu precisaria mesmo para o dia-a-dia. Comprava somente coisas confortáveis e simples e quando chegavam os fins de semana, festas e afins, sempre me sentia feia. Os quilos a mais, comentários impertinentes de colegas e as vezes até da família, só faziam sentir pior. Achava que nenhum garoto poderia me amar pois eu não era bonita o suficiente.

Tive um relacionamento que não terminou bem, outros casos que nem em relacionamento terminaram, um coração que foi ficando cada vez um pouco mais seletivo ao ponto de não se deixar enganar por ninguém. Fui cultivando minha ironia e sarcasmo e é realmente difícil achar um homem que me entenda e ache que meu jeito de conversar não é grosseria.

Desde que eu vim para a Alemanha parece que minha vida mudou do avesso. Parece engraçado, mas como nos filmes eu vi que o avesso pode ser o meu lado favorito. Eu conheci tantas coisas que me fizeram mudar tanto, mas tanto que eu nem lembro direito como eu era antes. O jeito que eu era em janeiro, fevereiro de 2015 não parece em nada do que eu me sinto no início desse 2016. Agora me sinto muito mais madura, autossuficiente e mais dona da minha vida. Minha auto estima não tem mais problemas com ela mesma. Eu me sinto bem, me sinto linda e aqueles comentários de “nossa, você engordou??” não me afetam mais. Vi que podem existir mulheres com corpo perfeito, mas só o fato de o meu não ser igual não me torna mais feia, talvez somente diferente ou fascinante para quem goste.

Vi que redes sociais como o Facebook só alienam as pessoas. Noticiários não são apenas sensacionalistas, eles tentam dar enfoque no que nós realmente teríamos que dar enfoque enquanto estamos presas a algo como novelas e BBBs. E a escola em si? O quanto deixamos de aprender enquanto conversávamos e não fazíamos os trabalhos com todo o cuidado que deveríamos ter? Hoje penso que devo ter ficado alheia a inúmeras aulas de história e geografia sobre o Brasil e o mundo num geral.

bruna-eichbuehl

Olá, eu sou a Bruna. Bruna de 17 verões e logo 3 invernos, invernos frios e verões que sempre foram extremos demais. Bruna que está com o pé nos vinte e só agora está vendo o quanto sabe pouco da vida.

Ninguém celebra ou comemora vinte anos. Comemoram 18 que nem malucos, trinta se sentindo na melhor época da vida. Vai entender, não é? Que eu consiga tornar esse ano mágico…. e claro, isso eu desejo para você que está lendo também! Viva 2016!!

 

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